segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Algo de estranho na parada gay de SP



É ESTRANHO a parada gay ser um evento aonde existem pessoas seguindo trio elétrico dançando, beijando, como se fosse uma grande festa regada de muita sensualidade e drogas.
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Não dá para entender o que essas pessoas festejam na parada gay, por acaso elas festejam:
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As centenas de homossexuais que são mortos no Brasil?
Os gays que ainda vivem em guetos (lugares GLS) as margens da sociedade?
O direito que é negado do CASAMENTO CIVIL entre pessoas do mesmo sexo?
O direito que é negado de casais gays adotarem filhos?
A ignorância da grande parcela da comunidade gay sobre política/cidadania?
Os milhares de estudantes homossexuais, bissexuais e transexuais que são perseguidos dentro das escolas?
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Claro que não podemos esquecer que existem gays politizados que vão na parada para protestar, mas infelizmente eles são a minoria no meio dessas 4 milhões de pessoas....
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Já ta na hora de afastar esses festeiros inconvenientes das paradas gays, e fazer isso é algo muito simples, é só trocar a música e os artistas (DJs, drags, gogo dancers) pelos políticos. A parada gay deixaria de ser evento festivo/político para ser evento 100% político.
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No cenário político temos mais de 70 deputados na bancada evangélica, contra um só deputado gay (Deputado Jean Wyllys), se realmente quisermos que a PLC 122, projeto que criminaliza homofobia de autoria da ex deputada Iara Bernades, e que a PEC do casamento gay de autoria do deputado Jean Wyllys, sejam aprovadas, precisamos de mais deputados e senadores gays em Brasília para encarar de igual para igual a bancada evangélica.
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Se a Parada Gay quer começar a produzir resultados positivos, ela tem que deixar de ser um palco de artistas e virar palanque de GAYS POLITICOS, sejam eles homossexuais, bissexuais ou transexuais, que nos represente em Brasília.